Renata Lima, psicóloga — início

Pergunta frequente

E se o meu parceiro não quiser fazer terapia?

É a pergunta que mais ouço, e tem saída. Nem todos os processos começam com os dois convencidos — muitos começam com um a querer e outro a aceitar experimentar.

A recusa raramente é sobre a terapia

Quando alguém diz que não quer, costuma estar a dizer outra coisa: receio de ser julgado, receio de ouvir o que não quer ouvir, ou a convicção de que vai ser dois contra um. Perceber qual destes é o caso muda completamente a conversa.

Três caminhos que funcionam

1. Mudar o convite

"Preciso que venhas à terapia" soa a acusação. "Queria perceber melhor o que se passa entre nós e não consigo sozinho" soa a convite. A diferença não é retórica: a primeira frase pede que o outro admita um problema; a segunda pede companhia.

2. Uma primeira sessão sem compromisso

Proponha uma só, para conhecer e esclarecer dúvidas, sem decidir nada a seguir. Muita resistência dissolve-se quando a pessoa percebe que não vai a tribunal e que também vai ser ouvida.

3. Começar sozinho

É legítimo e é eficaz. Quando uma pessoa muda a forma como participa no padrão, o padrão muda — mesmo que a outra não esteja na sala. Muitos processos começam assim e passam a dois mais tarde, quando o parceiro vê a diferença em casa.

O que não recomendo

Marcar sem avisar, na esperança de que ele ou ela apareça. Começar com uma emboscada é a forma mais rápida de confirmar o receio de que a terapia é uma armadilha.

Se quiser, fale comigo primeiro sozinha ou sozinho. Ajudo-a a pensar em como fazer o convite — e isso não obriga a marcar nada.

Falar comigo no WhatsApp

Respondo eu, não é uma central de atendimento. Se preferir, escreva para [email protected]